segunda-feira, 9 de julho de 2007

Tempo Real e o Business Intelligence 2.0

Tal como a Internet já atravessou várias fases também vivemos hoje uma nova era no mundo do Business Intelligence, aquilo a que se pode chamar a fase 2 do Business Intelligence. Se há uns anos atrás, quando os sistemas de BI despoletaram, estes eram sobretudo ferramentas de análise de dados que disponibilizavam em tempo real (leia-se útil) um conjunto de informações mais ou menos normalizadas e com gráficos mais ou menos elaborados, que ajudavam à tomada de decisões de uma organização, hoje em dia isso já não chega.

Hoje os decisores de uma organização já tem os dados que querem em tempo real, e aqui tempo real estamos a falar, por exemplo, de uma multinacional com uma cadeia de lojas espalhadas por todo o mundo poder saber às 15h:22m quantos artigos vendeu nesse dia até essa hora numa loja específica da sua cadeia; ou saber quantos clientes foram novos e quantos já tinham comprado algum artigo antes; ou saber qual o tempo médio que os clientes da loja X permanecem numa determinada loja… A informação hoje circula de uma forma tão rápida que os sistemas de BI tiveram de se adaptar! Então se as organizações, e quem tem responsabilidades nelas de decidir, já tem a informação disponível em tempo real de que mais precisam? A palavra-chave é prever!
Hoje, para muitas organizações, tomar decisões um dia mais tarde é o suficiente para que essas decisões deixarem de ser eficazes. Hoje, não chega ter a informação a circular numa organização em tempo real, é preciso prever o que irá acontecer; é preciso prever como o mercado se vai comportar; é preciso prever as medidas que os concorrentes irão tomar! Isto é o novo desafio das organizações; isto é o Business Intelligence 2.0.

Pode parecer um pouco utópico e arriscado o facto de uma organização se basear em previsões ou extrapolações para tomar decisões, mas se pensarmos, por exemplo, no mercado da bolsa percebemos que não é tão utópico assim. Quantas pessoas ganham dinheiro na bolsa comprando ou vendendo acções depois dos factos acontecerem? Muito poucas! Quem joga na bolsa “a sério” baseia-se normalmente em previsões, sejam elas mais ou menos acertadas, estejam elas mais ou menos correctas, mas o certo é que se antecipam aos factos que irão acontecer e é aqui que também as organizações podem fazer a diferença para o mercado: antecipando-se aos concorrentes. Pensando bem, as próprias organizações já utilizam este mecanismo de previsão todos os anos quando decidem qual será o orçamento para o ano seguinte. E um orçamento não é uma coisa assim de tão pouca importância numa organização. Se se usam previsões e extrapolações para definir algo tão importante como um orçamento anual, porque não se podem utilizar para decidir as acções a tomar no dia-a-dia?! É mais arriscado, como a bolsa o é, mas é onde as organizações podem fazer a diferença para a concorrência.

Esta dinâmica da informação, altera um pouco o conceito que temos de tempo real! Se até aqui tempo real era o presente, agora, tempo real passou a ser o futuro. Não chega ao director responsável daquela multinacional saber a uma determinada hora do dia, quanto vendeu na loja x até então, ele precisa saber quanto vai vender nessa loja até o final do dia! E como pode saber isso? Prevendo! E existe alguma ferramenta melhor para prever ou extrapolar que uma ferramenta de BI?!...

1 comentário:

Anónimo disse...

Para quando a aplicação desta Ferramenta ao Governo, e já agora aos Sindicatos. Previsão é a antecipação do futuro com riscos. porque não uma Lei laboral para mercado daqui a 4 anos????????
daqui a 4 anos quantas empresas portuguesas há??? estarão todas fundidas em estrangeiras. e os sindicatos reclamam com quem????
Estrangeiros??? CEE???? ONU?????